Em declaração na sexta-feira (26/6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de descumprir o acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países ao promover um ataque com drones contra embarcações que navegavam pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo[1][2]. Segundo Trump, forças iranianas lançaram pelo menos quatro drones de ataque contra navios na região, e um deles atingiu o convés de um grande cargueiro, causando danos materiais, embora a embarcação tenha prosseguido viagem[1][2].

O presidente norte-americano afirmou que as forças militares dos EUA interceptaram e destruíram outros três drones durante a ação, classificando o episódio como uma "violação insensata" do entendimento entre Washington e Teerã[2][3]. "Obviamente, esta é uma violação insensata do nosso acordo de cessar-fogo", declarou Trump, que também criticou a lentidão do Irã nas negociações e afirmou que o país "pagará o preço"[1].

As acusações surgem poucos dias após EUA e Irã anunciarem um cessar-fogo para interromper confrontos militares e abrir espaço para negociações diplomáticas[3]. O memorando de entendimento reúne 14 pontos orientando as negociações, incluindo fim das operações militares, respeito à soberania e reabertura do Estreito de Ormuz[3]. Apesar da trégua, o ataque desta sexta-feira aumenta as dúvidas sobre a estabilidade do acordo e pode dificultar o avanço das conversas[3].

Informações do Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmam que o regime iraniano lançou múltiplos drones de ataque contra buques comerciais em trânsito pelo Estreito de Ormuz, e que as forças americanas derribaram todos, mantendo o corredor de comércio internacional aberto[3][5]. A Guarda Revolucionária de Irã justificou o "cierre" do estreito alegando "repetidas violações" do alto-fogo pactado por parte dos EUA[3].

Fonte original: Metrópoles – Mundo.