As eleições presidenciais de 2026 no Brasil são consideradas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um “grande teste” para a estratégia de Washington de manter a proeminência na América Latina, conforme definido pela Estratégia de Segurança Nacional dos EUA publicada em 2025[1]. Em rede social, Trump republicou artigo do colunista John Gizzi, setorista da Casa Branca para o veículo conservador pró-Trump Newsmax, sob o título “Trump conquista 8 vitórias em 7 anos na América Latina”[1].

Gizzi cita a eleição do candidato de extrema-direita na Colômbia, Abelardo de la Espriella, como mais uma vitória de Trump dentro de um “amplo realinhamento ideológico pró-Trump que está transformando o Hemisfério Ocidental”[1]. O artigo também destaca os pleitos de 2026 no Peru, Honduras, Bolívia e Chile, além de eleições anteriores em El Salvador (2019), Argentina (2023) e Equador (2023), como “triunfos” de Trump na região[1].

“A tendência pró-Trump começou em 2019 com a eleição de Nayib Bukele em El Salvador e tem se intensificado de forma constante desde então”, escreveu Gizzi[1]. No entanto, o documento aponta que o governo republicano ainda enfrenta quatro grandes desafios na América Latina: Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil — sendo o Brasil o “próximo grande teste” de Trump[1].

“As atenções agora se voltam para o Brasil, a maior nação da América Latina e a potência política da região. A próxima eleição presidencial poderá se tornar a disputa mais importante do hemisfério”, diz o artigo[1]. O autor conclui que Trump está “tornando as Américas grandes novamente” e que, caso o Brasil se juntar à lista de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina será drasticamente diferente do que era há uma década[1].

O artigo também menciona que apoiadores de Jair Bolsonaro estão se unindo em torno de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, na tentativa de destituir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, identificado como “de esquerda”[1].

Em documento publicado em dezembro de 2025, o governo dos EUA anunciou a aplicação de um “Corolário Trump” à Doutrina Monroe, releitura do projeto doutrinário do século XIX que expandiu a influência dos EUA por todo o continente[1]. Criada em 1823, a Doutrina Monroe afirma que “a América é para os americanos” e serviu para desafiar potências europeias na influência econômica, militar e cultural na América Latina[1].

Sob o segundo mandato de Trump, os EUA se propõem a “estabelecer ou expandir o acesso em locais de importância estratégica” e “fazer todo o possível para expulsar as empresas estrangeiras que constroem infraestrutura na região”[1]. O documento da Casa Branca afirma: “Após anos de negligência, os Estados Unidos reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental e proteger nossa pátria e nosso acesso a regiões-chave em toda a região”[1].

A eleição presidencial no Brasil em 2026 será realizada em 4 de outubro, com segundo turno previsto para 25 de outubro, caso nenhum candidato obtenha maioria no primeiro turno[2][3]. Lula, candidato à quarta reeleição, aparece com 44% de apoio no 2º turno, enquanto Romeu Zema tem 37%, segundo pesquisa do Quaest[1]. Flávio Bolsonaro, entre os pré-candidatos, tenta “reaver” o legado de seu pai, ex-presidente[8].

Com mais de 160 milhões de eleitores, a eleição de 2026 tende a repetir desafios conhecidos: alto índice de rejeição, disputa acirrada e necessidade de alianças para garantir governabilidade[5]. A polarização política, formação de alianças estratégicas e uso intenso das redes sociais como ferramenta de mobilização eleitoral são marcas dos pleitos recentes que ajudam a compreender o cenário de 2026[5].