Donald Trump afirmou nesta terça-feira, 23 de junho, que os fundos iranianos desbloqueados como parte do alívio de sanções ou liberados por decisão dos Estados Unidos serão depositados em uma conta de custódia controlada por Washington, que Teerã poderá utilizar exclusivamente para comprar alimentos e suprimentos médicos produzidos nos EUA[1][8].

Em declaração publicada em sua plataforma Truth Social, o presidente dos EUA destacou que o dinheiro liberado pelo Departamento do Tesouro americano será destinado à compra de milho, trigo e soja dos grandes agricultores estadunidenses[1]. "Esta é uma crise humanitária e considero necessário ajudar AGORA, antes de que seja tarde demais", afirmou Trump[1].

Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, confirmou que seu departamento supervisionará os fundos iranianos após sua liberação no acordo provisório com Teerã, assegurando que uma parcela muito elevada será destinada à compra de produtos americanos[2][4]. A supervisão será realizada no terreno, no Oriente Médio, para estabelecer salvaguardas sobre o acesso do Irã a ativos congelados, um dos pontos mais sensíveis do pacto[2][4].

Como parte do memorando de entendimento assinado para acabar com a guerra no Oriente Médio, Washington e Teerã negociam pontos-chave para uma paz duradoura, incluindo o futuro do programa nuclear do Irã[1]. O acordo prevê que Teerã receberá alívio de sanções e a liberação de ativos congelados, estimados em cerca de 12 bilhões de dólares[5].

No entanto, o Irã contesta a gestão de seus ativos desbloqueados por Estados Unidos, negando ter aceitado condições que restrinjam o uso dos recursos desbloqueados à compra de produtos agrícolas ou farmacêuticos americanos[2][5]. O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou na segunda-feira a suspensão temporária de sanções contra o Irã, permitindo que o país produza e comercialize petróleo cru e derivados até 21 de agosto, enquanto as negociações avançam[1].