Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira (24/6) que o Irã garantiu ao governo norte-americano que não vai impor cobrança de pedágio ou taxas para a navegação no Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA destacou que, "se essa informação for falsa, as negociações serão encerradas imediatamente"[1].
Trump também reforçou que nenhum dinheiro foi entregue ao Irã ou liberado de seus fundos congelados pelos Estados Unidos. Segundo ele, parte do dinheiro que está sob controle dos EUA será liberada, mas com a condição que qualquer ativo liberado ao Irã seja gasto exclusivamente com produtos dos Estados Unidos, como milho, trigo e soja[1].
O Estreito de Ormuz é a principal rota marítima do comércio de petróleo do Oriente Médio, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial[1]. O canal foi fechado para navegação pelo Irã desde 28 de fevereiro, e uma das exigências dos Estados Unidos para um acordo de fim da guerra é a reabertura da rota[1].
Nesta terça-feira (23/6), o Irã e Omã — outro país costeiro do Estreito — definiram a criação de um órgão conjunto dos ministérios das Relações Exteriores de ambos para estabelecer o futuro da navegação na rota. Em comunicado, as chancelarias enfatizaram seu compromisso em garantir a passagem segura pelo estreito, em conformidade com o direito internacional, reafirmando sua soberania sobre as águas territoriais do Estreito de Ormuz[1].
Apesar das garantias de Teerã, a navegação segue limitada: o Irã permite travessia de apenas 15 navios por dia, exigindo aprovação do Exército iraniano para cada embarcação[1]. A União Europeia já afirmou que a passagem pelo estratégico Estreito deve ser garantida sem "pagamento ou pedágio" algum, após o Irã insinuar que poderia cobrar pela travessia[1].
Em contrapartida, autoridades iranianas anunciaram recentemente a retomada de restrições no acesso ao Estreito de Ormuz, alegando que os EUA mantêm bloqueio aos portos do Irã e cometem "atos de pirataria e sabotagem marítima"[5]. O governo de Trump foi acusado de não restabelecer a liberdade completa de navegação para embarcações de origem iraniana, condição exigida para que o estreito permaneça sob controle estrito[5].
A situação no Estreito de Ormuz permanece sensível, com o Irã advertindo que a região está insegura devido aos ataques dos EUA e Israel, e alertando embarcações para não entrarem no estreito[6]. A grande preocupação é que o Irã possa instalar minas submarinas na rota, o que poderia causar graves impactos no comércio global de petróleo[6].
Apesar do fechamento, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que 31 embarcações comerciais atravessaram o estreito sem incidentes nas últimas 24 horas, incluindo petroleiros e navios porta-contêineres[2]. Autoridades iranianas também anunciaram que o Estreito de Ormuz está completamente aberto a navios comerciais, inclusive de bandeira norte-americana, mas com planos de trânsito coordenados com a Guarda Revolucionária[3].
Os EUA insistem que o estreito deve ser "completamente aberto" à navegação comercial após a guerra, sem pedágios ou condições[4]. No entanto, um membro sênior do parlamento iraniano afirmou que navios que transitam pelo Estreito com permissão iraniana estão pagando uma taxa média entre 1,5 e 2 milhões de dólares[4].
Em meio a bloqueio, o Irã autorizou navios de alguns países a cruzar o Estreito de Ormuz, que permanece no centro das atenções internacionais[10]. A situação continua evoluindo, com o Irã considerando adotar prazo de 30 dias para reabertura do Estreito sob gestão iraniana após as últimas ações dos EUA[4].
Trump reiterou que qualquer ativo congelado que os EUA liberem ao Irã deverá ser gasto com produtos dos Estados Unidos, como milho, trigo e soja[1]. O presidente dos EUA também afirmou que nenhum dinheiro foi entregue ao Irã ou liberado de seus fundos congelados pelos Estados Unidos[1].
Apesar das garantias de Teerã, a navegação segue limitada: o Irã permite travessia de apenas 15 navios por dia, exigindo aprovação do Exército iraniano para cada embarcação[1]. A União Europeia já afirmou que a passagem pelo estratégico Estreito deve ser garantida sem "pagamento ou pedágio" algum, após o Irã insinuar que poderia cobrar pela travessia[1].
