Uma nova e fundamental referência da cultura popular brasileira será celebrada no meio acadêmico. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) outorga o título de Doutor Honoris Causa in memoriam a Vitalino Pereira dos Santos, o lendário Mestre Vitalino [1][2]. A sessão solene ocorrerá nesta sexta-feira (26), às 15h, no Centro Acadêmico do Agreste, em Caruaru, terra natal do artista [2][5].
A homenagem foi proposta em reconhecimento à contribuição excepcional de Mestre Vitalino (1909–1963) para a cultura popular nordestina [4][6]. Por meio de esculturas de barro, o artesão retratou o cotidiano nordestino, alcançando reconhecimento internacional com exposições no exterior e peças em acervos de destaque, como o Museu de Arte Popular de Viena (Áustria) e o Museu do Louvre (Paris) [1][3].
Sua produção artística tornou-se iconográfica, influenciando a formação de novas gerações de artistas [1]. É possível encontrar os traços do ceramista nas obras produzidas atualmente por outros artesãos em feiras, ateliês e arraiais do período junino [1]. Através de bonecos e bonecas de barro, a obra retrata a cultura, o folclore e, sobretudo, o povo do interior [1].
Desde cedo, ele começou a modelar bois e cavalos em formato pequeno e, posteriormente, juntou a esse talento sua atividade como músico de pífano [1]. Mestre Vitalino faleceu em 20 de janeiro de 1963 [1]. Seus cinco filhos — Amaro, Manuel, Severino, Antônio e Mariquinha — seguiram a profissão de artesão [1].
Parte da produção pode ser apreciada nos museus Casa do Pontal e Chácara do Céu (Rio de Janeiro), no Acervo da UFPE (Recife e Caruaru) e no acervo do Alto do Moura, onde a história do Mestre com o barro começou [1]. Mais de 200 peças originais do artista foram tombadas pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco [1].
Com sonoplastia de Jailton Sodré [1].
