Dados da Visa mostram que 70% do volume ajustado de transações globais já são com a moeda da Circle, que busca aproximação com o sistema financeiro tradicional.
As stablecoins, conhecidas por seu valor atrelado a ativos como o dólar, são pilares fundamentais do universo cripto. Historicamente, a **USDT**, emitida pela Tether, sempre reinou absoluta em volume total de negociações.
Contudo, uma análise mais aprofundada da utilização dessas moedas digitais revela uma mudança significativa. A **USDC**, desenvolvida pela Circle, está ganhando terreno e, agora, supera sua concorrente em um indicador crucial: o **uso real**.
O conceito de **uso real** refere-se a transações econômicas genuínas, realizadas por pessoas, empresas e aplicativos, desconsiderando movimentações automáticas ou artificiais dentro da blockchain, como aquelas feitas por bots ou para inflar volume. Essa virada de cenário aponta para uma nova fase na adoção das criptomoedas.
O que é o uso real de stablecoins e por que ele importa?
Para entender a dinâmica atual das stablecoins, é essencial compreender o que significa o **uso real**. Ele abrange a utilização das moedas digitais em atividades econômicas legítimas, representando um fluxo financeiro concreto na economia.
Diferentemente das operações especulativas ou automáticas, o **uso real** reflete a adoção por usuários e instituições para fins práticos, como pagamentos, remessas e liquidações. Essa métrica é um termômetro mais fiel da integração das criptomoedas ao cotidiano financeiro.
No primeiro semestre deste ano, o volume ajustado de transações com stablecoins alcançou a impressionante marca de **US$ 8,82 trilhões**. Deste total, cerca de **70%** foi atribuído à **USDC**, segundo informações detalhadas do Painel On-chain da Visa, uma plataforma interativa da gigante dos pagamentos.
A ascensão da USDC e a nova dinâmica entre as stablecoins
A liderança da **USDT**, da Tether, no volume total de stablecoins sempre foi notável. No entanto, os dados de **uso real** contam uma história de reviravolta no mercado.
Para contextualizar, em 2020, a **USDT** representava quase **90%** do volume ajustado de transações, enquanto a **USDC** detinha apenas **10%**. De lá para cá, a moeda digital da Circle demonstrou um crescimento constante e acelerado.
Essa expansão culminou na ultrapassagem de sua principal concorrente, a **USDT**, consolidando a **USDC** como a stablecoin preferida para atividades econômicas genuínas, um indicativo claro de sua crescente relevância.
Estratégias distintas: conexão com o sistema financeiro tradicional
As trajetórias da **USDT** e da **USDC** seguiram caminhos distintos, moldando suas posições atuais no mercado. A **USDT** se consolidou como o "dólar do mercado cripto
