Um novo terremoto de magnitude 4,6 na escala Richter foi registrado na Venezuela nesta segunda-feira (29), com epicentro na cidade de Carabelleda, no estado de La Guaira — o mais devastado pelo duplo terremoto ocorrido há cinco dias. O tremor foi sentido também na capital, Caracas, e foi classificado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, como uma "réplica de moderada intensidade", sem danos adicionais em nenhuma parte do território nacional[1][2].

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o tremor ocorreu a apenas 10 km de profundidade e a 27 km do centro de Carabelleda, município de cerca de 50 mil habitantes, localizado a 40 km de Caracas e gravemente afetado pela catástrofe anterior[1]. Na sexta-feira (29), outro tremor de magnitude 4,9 foi registrado no país, seguindo a sequência de réplicas secundárias que se originam após um grande terremoto[2].

A agência estatal venezuelana relatou que, desde o terremoto duplo, foram registradas pelo menos 430 réplicas. A professora de Direito Tamara Ádrian, da Universidade Central de Caracas (UCV), que trabalha em um edifício com estrutura antissísmica de origem japonesa, afirmou sentir até os menores tremores. "Trabalho nesse prédio há quase 30 anos e sinto pelo menos um ou dois tremores por semana. São sempre leves, mas sinto o movimento", disse. Ela também destacou que terremotos com a magnitude da semana passada são raros na Venezuela, onde historicamente a magnitude raramente ultrapassa 6 na escala Richter[2].

Números da catástrofe

De acordo com o governo de Caracas, os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos na quarta-feira (24), deixaram 1.500 mortos e 3.150 feridos. Até domingo (28), 33 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros. Cerca de 25 mil socorristas, incluindo 2,6 mil estrangeiros — entre eles brasileiros enviados pelo governo federal —, trabalham na localização de pessoas sob os escombros[2][3].

O Brasil já enviou quatro aviões com ajuda humanitária ao país vizinho. Os terremotos causaram destruição e desabamentos em Caracas e em várias cidades da província de La Guaira, considerados os mais potentes desde 1900 na região[2][5].

Fonte: Agência Brasil – Internacional.