O número de pessoas **desaparecidas** na Venezuela após os terremotos que sacudiram o país nesta quarta-feira (24/6) já **passa de 50 mil**, conforme confirmado pelo chefe do Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher, nesta sexta-feira (26/6). A operação de resgate, descrita como extremamente completa, enfrenta a busca por milhares de vítimas em escombros, enquanto o governo venezuelano eleva oficialmente o saldo de mortos a **589 pessoas** e de feridos a **2.980**[1][4].
Os dois terremotos, com magnitudes de **7,2 e 7,5** na escala Richter, ocorreram com menos de um minuto de intervalo, tendo seu epicentro no estado de **Yaracuy**, mas causando destruição severa em regiões próximas a **Caracas** e no litoral do Caribe[1][3]. Até o momento, o governo venezuelano registrou a destruição total ou danos em **250 edifícios**, além de **200 pessoas** ainda presas em escombros[1][4]. Uma plataforma de monitoramento de desaparecidos, utilizada por famílias, já reporta mais de **42 mil pessoas** não localizadas, sugerindo que a cifra oficial pode ser ainda mais alta[2].
Em resposta à catástrofe, o **Brasil** enviou ajuda humanitária imediata. Um avião da **Força Aérea Brasileira (FAB)** partiu de Guarulhos (SP) nesta sexta-feira, carregando cerca de **12 toneladas** de material de apoio, incluindo suprimentos médicos e alimentos, para auxiliar as vítimas[1]. Além do Brasil, outros países como **Estados Unidos**, **Chile** e **Espanha** também anunciaram envio de equipes de resgate e ajuda logística[1][5]. O Serviço Geológico dos EUA estima, com base na intensidade do movimento e vulnerabilidade das edificações, que o número de mortos possa chegar a **10 mil pessoas**[1][2].
A tragédia também teve impacto internacional com a confirmação de mortes de cidadãos estrangeiros, incluindo **dois brasileiros**, **quatro espanhóis**, **nove portugueses** e outros nacionais[4]. A ONU alerta que até **6,76 milhões de pessoas** podem ter sido afetadas pelos terremotos, exigindo uma resposta global coordenada de busca e resgate nas próximas 48 a 72 horas, período crítico para salvar vidas[1][4].
Fonte original: Metrópoles – Mundo.
