Na manhã da quinta-feira, 25 de junho, o vereador Senival Moura, do PT de São Paulo, foi preso durante a Operação Última Parada, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público paulistano [2]. Além do político, foram presos outros dois integrantes da facção e o presidente da empresa de ônibus Transunião, que só em 2025 recebeu mais de R$ 300 milhões dos cofres da prefeitura [2][3]. A Justiça determinou o sequestro de R$ 194 milhões em contas bancárias, o bloqueio de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações [2]. Segundo as investigações, Moura era uma das figuras centrais do esquema e o verdadeiro controlador da empresa Transunião [2]. Documentos manuscritos do PCC, conhecidos como "salves", indicam que o vereador e outro membro da facção foram condenados à morte por supostos desvios de valores da organização criminosa [2]. O caso merecia destaque e foco exclusivo, mas foi soterrado, durante boa parte do dia, pela repercussão de um vídeo de Michelle Bolsonaro expondo sua briga com Flávio, numa crise doméstica do bolsonarismo que funcionou como cortina de fumaça involuntária sobre algo de natureza bem mais grave: um mandatário eleito pelo partido do presidente da República preso como elo central da lavagem de dinheiro da maior organização criminosa do país [1]. A coincidência é irritante. Enquanto a direita se devora em público, o PT colhe mais um fruto do "diálogo cabuloso" que, há sete anos, um tesoureiro do PCC descreveu como cabuloso: "Com o PT nós tinha diálogo. O PT com nós tinha um diálogo cabuloso, mano", disse Alexsandro Pereira, o "Elias", interceptado pela Polícia Federal em 2019 [2]. O PT, como sempre, chamou de armação. Mas o tempo consagrou como registro documental do casamento entre o socialismo e o crime organizado [2]. Em 2024, a Operação Fim da Linha já havia desarticulado duas outras empresas de ônibus que lavavam dinheiro do PCC em São Paulo: a UPBUS e a Transwolff, responsáveis pelo transporte de quase 700 mil passageiros diários e que receberam mais de R$ 800 milhões da prefeitura em 2023 [2]. Desta vez é a Transunião. O esquema não é novo, nem esporádico, muito menos acidental. Ele é infraestrutural [2]. O crime organizado usa o dinheiro público do transporte coletivo como lavanderia e precisa de políticos dentro do sistema para manter a máquina girando [2]. Que um desses políticos seja do PT não surpreende quem lembra dos grampos de 2019. Surpreende apenas quem ainda acha que "diálogo cabuloso" foi uma metáfora [2]. Fonte original: Revista Oeste – Política.
Vereador do PT preso em operação contra lavagem de dinheiro do PCC no transporte público de SP
Senival Moura é apontado como controlador da empresa Transunião, que recebeu mais de R$ 300 milhões da prefeitura em 2025
Redação (via Revista Oeste – Política)
28 de junho de 2026 às 18:04
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