O senador Carlos Viana (PL-MG) publicou um vídeo relembrando um pedido feito em maio ao então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para assinar o requerimento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. As imagens mostram Viana abordando Wagner e solicitando apoio para a abertura da investigação, que visa apurar supostas irregularidades envolvendo o banco[2].

No entanto, Wagner deixou a liderança do governo no Senado após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga indícios de benefícios econômicos recebidos por ele, de forma direta ou indireta, relacionados ao Banco Master[1]. A decisão foi confirmada em 24 de junho, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio às repercussões da operação da PF[1].

“Ainda no mês de maio, cobrei o então líder do governo”, escreveu Viana na publicação do vídeo. Ao final, o senador relaciona o episódio à saída de Wagner da liderança e afirma que o pedido para a CPMI do Banco Master segue no Congresso Nacional[1]. “O líder do governo foi alvo de operações que deixaram claro seu envolvimento com o Banco Master. Hoje a população entende o motivo de fazerem de tudo para matar as investigações”, disse Viana[1].

Wagner nega as acusações e afirma que irá colaborar com as investigações da PF[1]. A iniciativa da CPMI já teve apoio de 42 senadores e 238 deputados federais, número superior ao mínimo exigido para sua instalação formal[2].

Fonte: Revista Oeste – Política