Zagueiro Wilson Piazza desmente cenas da série Brasil 70 sobre o triunfo do Brasil

Em entrevista ao Metrópoles, o ex-zagueiro da seleção brasileira Wilson da Silva Piazza, conhecido como Wilson Piazza, esclareceu algumas das nuances em torno de cenas do programa Netflix Brasil 70 – A Saga do Tri. Segundo Piazza, algumas das conversas retratadas no vestiário não eram exatas.

O jogador, que viveu o cenário histórico entre 1968 e 1972, afirma que compreende a licença poética usada pela produção, mas destacou que muitos dos diálogos retratados nas paredes do vestiário não estiveram presentes na realidade vivida.

Em uma nota de entrevista exclusiva ao Metrópoles, Piazza explicou:

Não sou um membro do grupo que mais se reuniu para dialogar, mas embora eu tenha vivenciado a grande maioria dos acontecimentos retratados, algumas das conversas de vestiário ali exibidas eu não presenciei ou não refletem com exatidão a realidade da época. Contudo, carrego comigo uma maxim**a sagrada do futebol, ‘o que acontece no vestiário, fica no vestiário.’”

Contexto político e retomadas históricas na série

Paulo Morelli, um dos diretores de Brasil 70 - A Saga do Tri, explicou a complexidade da narrativa política que perpassa o programa. Durante a era ditatorial brasileira, os militares usavam o futebol como uma ferramenta de manipulação, segundo declarou Morelli.

“Os militares fizeram isso e usaram a imagem do Pelé para motivar o povo a ficar do lado da ditadura”, ressaltou Morelli.

A homenagem na produção

Wilson Piazza foi interpretado pelo ator Biel Silva, que se reuniu pessoalmente com o ex-jogador. A experiência foi gratificante para o ator, considerando a importância histórica de Wilson.

“Foi emocionante homenagear alguém como Wilson Piazza, um verdadeiro ídolo do futebol brasileiro que viveu aqueles tempos tão difíceis”, comentou Biel Silva na ocasião.

Perguntas Frequentes

Brasil 70 retratou exatamente as conversas dos vestiários?

Não, de acordo com Piazza estas cenas não eram exatas. O jogador explica que a série Netflix utilizou liberdade artística para criar diálogos mais dramáticos. A realidade era menos intensa.

O futebol brasileiro estava ligado à ditadura?

Sim, os militares utilizaram o esporte como uma ferramenta de manipulação e controle social, usando grandes jogadores como ídolos na propaganda do sistema. Piazza reforça que a verdadeira história é muito mais complexa.