O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), publicou um vídeo na noite de domingo, 28, criticando o senador e líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o que provocou reações na Prefeitura de Salvador[1][2]. Na gravação, Zema utiliza a imagem de um funcionário da prefeitura para discutir o cartão de benefício consignado Credcesta, emitido pelo Banco Master e conhecido por cobrar altas taxas de juros rotativos[3][5].

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), aliado de ACM Neto e adversário político do PT na Bahia, expressou preocupação com a associação da gestão municipal ao caso[1]. Integrantes da prefeitura afirmam que a publicação gerou incômodo por receio de que a imagem de um funcionário municipal cause uma ligação indevida entre a prefeitura e o esquema do Credcesta[6]. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

O esquema do Credcesta surgiu após a privatização da rede estadual de supermercados Cesta do Povo, durante o governo de Rui Costa (PT) na Bahia[1]. O cartão operou com exclusividade para mais de 400 mil servidores públicos baianos, oferecendo empréstimos com desconto direto na folha e eliminando o risco de inadimplência. No entanto, na contratação, o desconto era apenas o valor mínimo da fatura, enquanto o restante da dívida era submetido a juros rotativos abusivos[6].

Jaques Wagner é um dos alvos da investigação da Polícia Federal (PF), que encontrou mensagens trocadas entre o senador e Augusto Ferreira Lima, dono do Credcesta e ex-sócio de Daniel Vorcaro[1]. Wagner foi apontado como o "beneficiário central" de supostas vantagens econômicas pagas por integrantes do Banco Master[1].

Fonte original: Revista Oeste – Política.