Anac cobra responsabilidade de Voepass após acidente fatal
O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas Faierstein, afirmou que a companhia responsável pelo voo 2283, que caiu em agosto, enganou os fiscais do órgão. Em entrevista ao Fantástico, Faierstein detalhou as falhas na fiscalização.
O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) afirma que a Anac não teve mecanismos suficientes para reduzir riscos na operação da Voepass. Entre 2022 e 2024, foram emitidas dez notificações à empresa por irregularidades no sistema de degelo das aeronaves.
Cenipa identifica problemas
Em seu relatório, o Cenipa cita 19 fatores contribuintes para a queda do avião. Os problemas variam desde falhas na manutenção até decisões da tripulação e cultura organizacional da empresa. O acidente resultou em 62 mortes.
Inspeções inconsistentes
Faierstein relatou situações inquietantes durante as inspeções da Anac à Voepass. Segundo ele, mecanismos de degelamento eram informados terem sido trocados, mas na prática não aconteceu. 'Muitas das informações que a empresa nos enviava eram informações falsas', disse.
Perguntas Frequentes
Qual foi o papel da Anac antes do acidente?
A Anac tinha conhecimento de inconsistências na fiscalização, mas não se mostrou eficaz em mitigar os riscos.
Houve falhas específicas na manutenção da Voepass?
Sim. Entre 2022 e 2024, dez notificações foram emitidas pela Anac à Voepass por problemas no sistema de degelo das aeronaves.
